Leia parte da entrevista de Eddie Vedder à revista "Rolling Stone"
Leia parte da entrevista de Eddie Vedder à revista "Rolling Stone"
Vedder no show do Pearl Jam em São Paulo"Tem tanta informação nas letras que achamos que dar título ao disco seria pretensão demais", disse Eddie Vedder à Rolling Stone, a respeito do novo álbum do Pearl Jam. Outra razão para o disco ser auto-intitulado seria o fato de que é o disco mais democrático da banda.
Mais agressivo, como os próprios anunciaram e com uma certa sensação de ser tocado ao vivo. "Colaborar com a banda é ótimo, mas você ainda sente aquela vontade de ficar no estúdio depois que todo mundo vai embora, só pra fazer aquilo que você quer. Isso não dá", explica Vedder. Confira algumas partes da entrevista que o frontman do Pearl Jam concedeu à revista Rolling Stone.
Quando você era mais novo, sua casa tinha quais instrumentos?
Meu irmão tinha uma guitarra e tínhamos um piano. Daí ganhei uma cópia de uma Les Paul. Parecia aquela que o Ace Frehley, do Kiss, usava. Meu irmão ficou ótimo em pouco tempo. Ele tocava vendado e eu ainda não conseguia formular acordes. De repente, de um ano para outro, a guitarra se tornou minha amiga. Nunca vou esquecer.
A guitarra se tornou sua amiga em algum momento especial?
Claro! Foi tocando "Cat Scratch Fever", do Ted Nugent. Tinha um sujeito chamado Bud Whitcomb, cuja grama eu cortava para ganhar aulas grátis de guitarra. O cara só me passava acordes com pestana. Eu odiava ele por isso. Era pedir demais para as mãos pequenas de um moleque de 12 anos. Quando ele entrou de férias, eu fui à igreja um dia e achei um livro de canções, com cifras cheias de acordes abertos. Eu roubei o livro! Os acordes abertos fizeram com que eu me entendesse direitinho com a guitarra.
O que você lembra do primeiro show do Pearl Jam, em 1990, quando a banda ainda se chamava Mookie Baylock?
No sexto dia da minha viagem a Seattle, fomos tocar. No sétimo a gente deveria ter descansado, mas fomos gravar. O show foi num lugar chamado Off Ramp e estávamos abrindo para duas bandas. Me lembro de passar o som cantando de olhos fechados, com o lugar vazio. Eles abriram a porta durante a passagem e, quando abri os olhos, o lugar estava cheio. É até uma boa analogia sobre quão rápido as coisas aconteceram pra gente.
Como foi conhecer Bob Dylan em seu show de 30 anos de carreira?
Depois do show, todo mundo confraternizou no canto de um boteco irlandês em Nova Iorque. Foi uma noite histórica. Estávamos prestes a gravar nosso segundo disco e Bob me passou algumas dicas naquele canto do bar. Uma delas foi "não leia jornais. Não assista à TV. Fuja disso". Eu achei certíssimo. Na época, achava que eu também fazia parte daquela poluição.
Qual foi a coisa mais incrível que você já viu num palco?
Me lembro de uma vez que tocamos na Flórida, num estádio de beisebol, no final da turnê do disco Vs. Vi três rodas de mosh e lembro que vi um sujeito numa cadeira de rodas sendo carregado até a frente da platéia. Botamos ele no palco quando tocamos "Rockin' In The Free World". No ano passado ouvi falar que esse sujeito estava praticando Murderball [rugby jogado em cadeiras de rodas].
























